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Bilingüismo: algumas considerações

Nos dias atuais, é cada vez mais comum, mais e mais crianças serem expostas a ambientes bilíngües. Com a expansão da diversidade cultural, dos fatores econômicos, é muito comum os casais mudarem de país por motivos profissionais ou casais de diferentes origens, de diferentes países, passarem a viver juntos e no momento que aparece um bebê, surgem diversas dúvidas, como: que Língua falar com a criança? Os pais poderão falar Línguas diferentes com a criança? A criança terá a habilidade de aprender duas ou mais Línguas? Não ficará confuso para a criança falar duas Línguas em casa? Devo usar a mesma Língua falada na escola?

Para muitos casos, como escreveu Annick De Houwer, da Universidade de Antwerp, na Bélgica, “o ambiente bilíngüe não é mais uma escolha, mas sim uma necessidade”.

Duas ou mais Línguas na infância não pode causar atraso ou distúrbio de linguagem?

Não existem evidências científicas de que ouvir e aprender duas ou mais Línguas pode causar atraso ou distúrbio de linguagem. A criança que possui uma predisposição para apresentar um transtorno para a aquisição e o desenvolvimento da linguagem irá manifestar as dificuldades linguísticas, independente de quais e quantas Línguas são utilizadas. 

Usar duas palavras de duas Línguas diferentes na mesma frase é sinal de confusão? A criança está “misturando” ou “confundindo” as Línguas?

Quando uma criança é exposta a duas Línguas, ela poderá misturá-las. Usar palavras de ambas as Línguas em sentenças não é sinal de confusão. A criança poderá ter mais recursos comunicativos, na medida em que usa o conhecimento que tem das duas Línguas e o contexto social também é importante, ou seja, provavelmente ela utilizará as duas Línguas quando perceber que o interlocutor a compreende (o mesmo acontece com o adulto que muitas vezes, usa duas Línguas na mesma sentença somente se o contexto sociolingüístico for apropriado).

Algumas recomendações aos Pais

A aquisição de uma Língua e conseqüentemente o desenvolvimento da fala e a da linguagem deve ocorrer sempre de forma natural, tranqüila e prazerosa (sem pressões, sem ansiedade, sem cobrança, sem medos ou insegurança);
Crie oportunidades para a criança ouvir ambas as Línguas freqüentemente e em uma variedade de situações;
Leia livros nas duas Línguas faladas;
Evite mudanças bruscas na forma como você fala com seu (sua) filho (a). Por exemplo, falava em Português e depois que entrou na escola, só fala em Inglês. Isso pode deixar a criança insegura e questões emocionais poderão afetar a aquisição e o desenvolvimento da linguagem;
Não puna a criança se ela não usar uma determinada Língua. Por exemplo, “não vou atendê-la enquanto você não me pedir em Inglês”.
Muitos imigrantes, depois de um tempo morando fora do país de origem, deixam de falar e usar sua Língua materna. Famílias que querem que o filho aprenda a Língua devem fazer um esforço consciente para mantê-la e usá-la com seus filhos.
Crie um ambiente natural e positivo. Não proíba nenhuma Língua em casa. Muitos pais, preocupados com a aquisição dos seus filhos, acabam perdendo o canal de comunicação (aquisição de uma Língua significa comunicar-se e isso não pode ser pesado ou carregado de expectativas.
Não fique corrigindo os erros, isso pode inibir o desenvolvimento natural da linguagem.
Use gestos e repetições para facilitar a compreensão. Tente usar outras palavras, evite traduzir.
Não use os filhos mais velhos como tradutores.
Crie um ambiente lingüisticamente rico: cante, leia, converse!

Texto elaborado por: Dra. Elisabete Giusti, baseado em:
De Houwer, A. (1999). Two or More Languages in Early Childhood: Some General Points and Practical Recommendations. Centre for Apllied Linguistics.

Visite o blog: http://filhos-bilingues.blogspot.com e encontre dicas interessantes sobre experiências com filhos bilíngües.
 

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