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Meu filho está gaguejando. O que devo fazer?

Durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem é comum ocorrer períodos de disfluências, ou seja, entre 2 e 6 anos de idade, a criança pode repetir sílabas ou palavras (por exemplo: “mamãe, mamãe cadê meu sa-sa-pato?”), pode apresentar hesitações como se estivesse procurando a palavra certa para usar ou ainda pode repetir frases inteiras. Essas disfluências ocorrem porque a linguagem está em processo de aquisição e a criança pode apresentar incertezas morfo-sintático-semânticas e também acontece porque ela está em fase de amadurecimento neuromotor para os atos de fala (o cérebro está se organizando para a automatização da fala). A maioria das crianças, cerca de 50% supera com sucesso esta fase (estas disfluências deixam de ocorrer). No entanto, para o outro grupo estas disfluências podem se manter ou se agravar, podendo ou não chegar a associar movimentos corporais ao ato de fala (como balançar os braços, piscar os olhos, mexer as mãos).
Atualmente já se sabe que a gagueira ocorre devido a uma predisposição hereditária, que associada a fatores ambientais estressantes (lingüísticos ou psicológicos ou sociais) leva à manifestação dos sintomas.
Geralmente, as disfluências ocorrem por um período de até 6 meses e depois desaparecem. Se seu filho ou filha, continuar com as disfluências após este período e se estiver histórico de gagueira na família, é importante procurar um Fonoaudiólogo. Nestes casos, as disfluências de fala podem já caracterizar um quadro de Gagueira. A criança pode aparentar medo de falar, pode apresentar medo de falar algumas palavras, pode evitar situações de fala, pode tentar substituir palavras difíceis na hora de falar. Existe tratamento para gagueira e a terapia, quando bem planejada,por um profissional competente, é simples, divertida e efetiva.

Algumas dicas de como ajudar:

• Observe o modo como você ouve e reage à criança. Ouvir é uma importante parte do processo de comunicação.
• Deixe ela terminar de falar antes de responder.
• Não dê atenção à criança só quando ela gagueja.
• Mantenha contato de olho natural enquanto a criança está falando (não fique olhando para a boca da criança).
• Mantenha a conversa sem criticá-la ou corrigi-la.
• Não fale para a criança parar de gaguejar (as rupturas de fala são involuntárias).
• Não responda pela criança ou complete suas frases.
• Não peça para a criança relaxar, acalmar-se, pensar ou para respirar antes de falar. Estes “conselhos” geram sentimento de ressentimento e insegurança e não ajudam.
• Não chame a criança de gaga (ela pode construir uma auto-imagem de gaga).
• Não fique aborrecido ou nervoso ou ansioso quando a gagueira aumentar. Os períodos de fluência e de disfluência podem variar (a criança pode estar bem em um dia e pior no outro).
• Procure dar segurança à criança, diga palavras de conforto e otimismo, abraçando-a para que ela possa se sentir mais confiante.
• Promova um ambiente familiar de conversação não competitivo: mostre à criança que ela é ouvida por todos da família e que pode ter sucesso ao controlar uma conversa
• Um ambiente competitivo é muito prejudicial à criança com gagueira, pois sofre uma pressão para falar.
• Não complete o que a criança está falando, dêem-lhe o tempo necessário para falar o que deseja a fim de que não se sinta pressionada.
• Não apresse a criança quando ela estiver tentando falar (isso aumenta a ansiedade tornando a expressão da fala mais difícil).
• Não forçar a criança a falar em público.
• Não compare filhos, primos ou filhos de amigos. Cada um é de um jeito.
• Não demonstre estar constrangido ou com pena da criança.

“Gagueira não tem graça, tem tratamento!”
 

Texto elaborado por: Dra. Elisabete Giusti

Referência Bibliográfica Consultada: Diagnóstico e Intervenção Precoce no Tratamento das Gagueiras Infantis. Claúdia Regina Furquim de Andrade. Pró-Fono, 2000.

Para mais informações consulte: Associação Brasileira de Gagueira (http://www.abragagueira.org.br)
 

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