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Diagnósticos

apraxia de fala na infância

Crianças que apresentam um atraso no desenvolvimento da fala e/ou da linguagem, ou que falam errado, não apresentam os mesmos problemas e os motivos do atraso também podem ser diferentes. A gravidade das alterações também varia (existem atrasos que são mais leves e outros que são graves e que podem, inclusive, afetar a aprendizagem, o rendimento acadêmico e até persistir na idade adulta). 

Na área da fala e da linguagem, identificar e diferenciar estas alterações é o primeiro passo para o diagnóstico correto e para o planejamento adequado das condutas terapêuticas. É necessário planejar e elaborar um programa de intervenção para cada caso e para cada família. 

Vamos conhecer alguns diagnósticos: 

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Atraso/Retardo na Aquisição e no Desenvolvimento da Linguagem

Ocorre quando uma criança desenvolve a fala e a linguagem de uma forma mais lenta que as outras crianças da mesma idade. Por exemplo, a criança tem 2 anos e meio e, ainda não fala frases.
São crianças que demonstram ter uma compreensão adequada, interagem, olham, brincam, sorriem, mas falam pouco, quando comparadas às outras crianças da mesma idade. 
Em geral, este tipo de atraso está relacionado à falta de estímulos adequados e com orientações e intervenções apresentam evoluções e este atraso pode ser superado. Muitas vezes, por serem crinças "espertas" e inteligentes, os pais não procuram ajuda e isso pode prejudicar o desenvolvimento da criança. 

Distúrbio Específico de Linguagem (Specific Language Impairment, SLI)

Existem crianças que aparentemente, apesar de não terem nenhum problema, ou seja, são inteligentes, ouvem bem, não apresentam nenhum problema emocional, não apresentam problemas neurológicos, síndromes genéticas, não conseguem desenvolver a fala e a linguagem conforme o esperado.

Em geral, crianças com este distúrbio, já realizaram diversos exames com resultados normais ou já passaram por vários especialistas. E apesar disso, a dificuldade no desenvolvimento da linguagem persiste. 

O Distúrbio Específico de Linguagem (DEL), é uma alteração persistente da fala e da linguagem e que pode acompanhar o individuo durante toda a vida (inclusive na idade adulta), gerando dificuldades escolares, sociais, comportamentais e de adaptação.

Para saber mais, leia neste site o artigo: " Distúrbio Específico de Linguagem" (no link - útimos artigos - todas notícias) 

Transtorno Fonológico (Troca de Sons na Fala)

É uma dificuldade de fala e de linguagem, bastante freqüente, caracterizada pelo uso inadequado dos sons da fala, de acordo com a idade.  Pode envolver erros na produção, percepção ou na organização dos sons.

Podem ocorrer graus variados de severidade (desde formas mais leves, por exemplo, trocas de R por L (a criança fala “molango” para morango), até formas mais graves, ocasionando uma fala de difícil compreensão (fala ininteligível). Estas alterações nos sons da fala podem interferir no rendimento escolar, e ocasionar dificuldades de aprendizagem. 

Para saber mais, leia neste site o artigo: "meu filho fala elado" (no link - últimos artigos - todas notícias). 

Apraxia de Fala na Infância (Childhood Apraxia of Speech)

É uma dificuldade em realizar voluntariamente os movimentos necessários à produção dos sons da fala ou seqüência de sons e sílabas, devido alteração na programação motora da fala.

Crianças com este diagnóstico podem apresentar: fala com trocas, com uma pronúncia imprecisa (articulação lentificada); com uma “melodia diferente” (alteração na prosódia), troca de vogais, uso excessivo de gestos. Em crianças pequenas (por volta de 2 anos), os pais já conseguem perceber que a criança não fala como as outras crianças (ela consegue compreender o que falam com ela, mas não consegue se expressar, usa muitos gestos ou apenas vogais para se comunicar). 

Embora a criança possa apresentar uma compreensão adequada, a expressão da fala é muito comprometida.

Para saber mais sobre esse assunto, leia nesta site o artigo "Apraxia de fala na infância, o que é isso?" (no link, últimos artigos - todas notícias"). 

Alteração na fala/linguagem secundária à Deficiência Intelectual

O que é Deficiência Intelectual ou também conhecida como Deficiência Mental?

Deficiência Intelectual refere-se a um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, associado a limitações nas habilidades do comportamento adaptativo ou da capacidade do indivíduo em responder às demandas da sociedade, em pelo menos duas áreas (por exemplo, dificuldades quanto à comunicação, atividades da vida diária (comer, tomar banho, se alimentar), adaptação social, saúde, habilidades acadêmicas, profissionais, dentre outras, e com início antes dos 18 anos.

Deficiência Intelectual é a mesma coisa que doença mental?

Não! Muitas pessoas confundem, mas são coisas bem diferentes. Doença mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Estas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Ou seja, doença mental é uma doença psiquiátrica, que deve ser tratada por um Médico Psiquiatra, com uso de medicamentos específicos para cada situação.

O que pode causar a Deficiência Intelectual?
Síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, a Síndrome do Cromosssomo X-Frágil, dentre outras. Intercorrências durante o período gestacional (doenças maternas, uso de bebida alcoólica, drogas), prematuridade, baixo peso, anóxia (falta de oxigênio no momento do parto), problemas neurológicos (malformações/lesões cerebrais), etc.

Quais as dificuldades que podem ser observadas na Deficiência Intelectual?
• Bebês podem apresentar atraso no desenvolvimento, por exemplo, demorar para sustentar a cabeça (o normal é conseguir até 3/4 meses); demorar para andar e para falar (o normal é começar a andar e a falar por volta de 1 ano, 1 ano e 2 meses);
• Crianças com Deficiência Intelectual podem apresentar dificuldade na coordenação motora global e fina;
• Dificuldade de compreensão: não consegue entender o que é pedido, não entendem regras de jogos; não sabem brincar;
• Dificuldades de aprendizagem na escola: pode ter muita dificuldade em acompanhar o que é ensinado na escola, dificuldade para se alfabetizar, a aprender ler e escrever;
• Dificuldades de relacionamento também podem estar presentes: não interagem/socializam adequadamente, podem preferir brincar com crianças mais novas;
• No convívio social podem não se comportar adequadamente;
• Dificuldade no raciocínio, na capacidade de resolver problemas;
• Dificuldade no pensamento abstrato, na capacidade de compreender idéias complexas, de aprender rapidamente ou de aprender com a experiência.
• Dificuldade para realizar as atividades do dia-a-dia, como tomar banho, se alimentar, trocar de roupa, cuidar da higiene pessoal; fazer pequenas compras;
• Dificuldade com os recursos comunitários, como por exemplo, dificuldade para andar de ônibus, para se locomover sozinho, para usar telefone;
• Em geral, quando as pessoas suspeitam de Deficiência Intelectual, sentem-se como se a criança ou adolescente e até mesmo um adulto, tivesse menos idade do que realmente tem (por exemplo, tem 6 anos de idade mas parece que tem 3 anos), é imaturo, infantilizado.

Para o diagnóstico da Deficiência Intelectual é necessário uma avaliação com uma equipe interdisciplinar, com Médico, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Pedagoga, dentre outros.

Os pais devem estar sempre atentos. Um dos sinais da Deficiência Intelectual pode ser o atraso para desenvolver a fala. Por isso, na dúvida ou se suspeitar, não deixe de procurar uma ajuda profissional. Nos casos de Deficiência Intelectual, quanto antes iniciar a intervenção, melhor será o resultado e a evolução da criança!


 

Alterações na Motricidade Oral / Distúrbio Miofuncional Orofacial

São alterações estruturais e/ou funcionais dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, bochechas, palato (“céu da boca”) e das funções estomatognáticas, como a sucção, respiração, mastigação e deglutição.

São freqüentes em pacientes com alterações odontológicas/ortodônticas, crianças com hábitos orais nocivos (chupeta, roer unhas, etc) e com hábitos de alimentação inadequados (por exemplo, preferência por alimentos pastosos, "fáceis" de mastigar"). As alterações na motricidade oral também estão presentes nas pessoas que possuem padrão respiratório oral (respiram pela boca). 

Crianças com este tipo de alteração podem apresentar: lábios, língua mais flácidos (hipotonia), não conseguem mastigar o alimento, mantém lábios entreabertos, alterações oclusais, posturais, etc. 

Dislexia

É um transtorno caracterizado pela dificuldade específica e persistente da leitura e escrita, de origem neurofuncional, caracterizado por um inesperado e substancial baixo desempenho da capacidade de ler e escrever, apesar da adequada instrução formal recebida, da normalidade do nível intelectual, e da ausência de déficits sensoriais (auditivos e visuais). (Conceito atual proposto pela Organização Mundial da Saúde).

A avaliação diagnóstica da dislexia é essencialmente interdiscipplinar (Médico, Psicólogo, Fonoaudiólogo, etc). 

Alguns Sinais:
• Dificuldade de leitura;
• Leitura lenta, com dificuldade em reconhecer palavras que não são freqüentes;
• Dificuldade para compreender o que leu;
• Dificuldade para acompanhar uma conversa, para entender um programa na televisão;
• Dificuldade com orientação espacial (se perde, não consegue encontrar o endereço);
• Dificuldade com mapas; com dicionários;
• Dificuldade para seguir uma rotina: se perde do dia-a-dia
• Dificuldade com orientação temporal (dias da semana, meses do ano, ontem, hoje, amanhã);
• Dificuldade com horários: chegar muito cedo, ou chegar atrasada ou esquecer um compromisso;
• Dificuldade para compreender textos;
• Dificuldade para elaborar textos escritos
• Dificuldade para aprender idiomas;
• Dificuldade para terminar uma tarefa dentro de um tempo;
• Dificuldade para decorar tabuada;
• Falta de hábito de leitura;
• Dificuldade com ortografia (escrita com erros)

 Outras pessoas da família também podem apresentar as mesmas dificuldades (incidência familial).

Para saber mais sobre a dislexia, acesse: www.andislexia.org.br (Associação Nacional de Dislexia) e www.institutoabcd.org.br. (Instituto ABCD). 

Autismo & Alteração no desenvolvimento da fala/linguagem

 O Autismo é um distúrbio congênito do comportamento que se manifesta durante a infância. Pode estar manifesto no bebê desde as primeiras semanas de vida, ou aparecer apenas na primeira infância ou na idade pré-escolar (antes dos 3 anos de idade).

Quais as principais dificuldades observadas?

  • Alteração na comunicação verbal e não-verbal: os pais observam que a criança não se comunica adequadamente, não tem iniciativa comunicativa, pode emitir apenas gritos ou repetir o que acabou de ouvir (ecolalias). O desenvolvimento da fala não é normal. 
  • Alteração na capacidade de socialização: são crianças que não interagem ou interagem muito pouco, não brincam com outras crianças, não trocam, preferem ficar isoladas. 
  • Alteração quanto às condutas simbólicas: são crianças que não sabem brincar ou apresentam interesse restrito por um brinquedo específico. Os pais observam que elas não brincam como as outras crianças, falta o jogo “faz-de-conta”, falta prazer em brincar.

As crianças com Autismo também pode apresentar: labilidade de humor (pode rir ou chorar sem motivo aparente), parece não se importar com o outro (as mães percebem que eles não se importam com elas), resistência à mudança, podem ser insensíveis aos estímulos auditivos (os pais podem até suspeitar de surdez), ecolalias (repetem palavras ou frases ouvidas mas sem um sentido ou dentro de um contexto), etc.

Os sintomas do autismo e sua gravidade podem ser diferentes de um caso para outro. Por isso, preferencialmente, utiliza-se o terno continuum ou espectro autístico.

O diagnóstico de Autismo “assusta” muitos pais, que por vezes, acabam não procurando ajuda, na crença que a criança deixará de apresentar os sinais ou as dificuldades. Ou então, pode acontecer dos pais, perceberem apenas a dificuldade na fala (que por vezes, é o que mais chama atenção), mas após uma avaliação, outras dificuldades são identificadas. Lembre-se, que o quanto antes você procurar ajuda, melhor poderá ser o resultado de um tratamento. O "esperar" pode ser prejudicial à criança. 

Às vezes, também pode acontecer, de crianças que apresentam uma dificuldade significativa no desenvolvimento da fala e da linguagem (distúrbio) serem diagnosticadas, erroneamente, com Autismo. Por isso, o diagnóstico adequado é fundamental. Procure sempre um profissional que tenha experiência na área e que tenha passado segurança para você (ver a criança uma única  vez e dizer que ela é Autista pode ser precipitado e isso pode afetar todo o desenvolvimento da criança e os pais). 

Afasia na Criança


 A Afasia caracteriza-se por uma perda da linguagem, consecutiva a uma lesão adquirida no cérebro. Em geral, só se fala de Afasia propriamente dita na criança quando a lesão ocorre após a idade de aquisição inicial da linguagem, ou seja, após os 2 anos de idade.

Quais as principais causas de Afasia na criança?

  1. Tumores cerebrais
  2. Traumatismo craniano
  3. Infecções virais e bacterianas (por exemplo, encefalites herpéticas);
  4. Lesões de origem vascular (Acidente Vascular Cerebral, “derrames”)

Quais são os sinais que uma criança com Afasia pode apresentar?

  1. Mutismo “afásico”: ausência de emissões verbais ou vocálicas, de duração prolongada;
  2. Hipoespontaneidade verbal: a criança deixa de falar ou passa a falar muito pouco;
  3. Distúrbios articulatórios: a criança passa a apresentar muitas trocas na fala (os pais notam que a criança deixa de produzir adequadamente os sons da fala);
  4. Agramatismo: a criança deixa de produzir adequadamente as frases;
  5. Parafasias (substituição de palavras por outras), estereotipias ou perseverações (repetições de palavras ou frases);

Referências Bibliográficas

Airmard, Paule. O surgimento da linguagem na criança. Porto Alegre, Artmed, 1998.Chevrie-Muller, C., Narbona, J. A Linguagem da criança: aspectos normais e patológicos.Porto Alegre, Artmed, 2005. 
Tomblin, J.B.; et.al. A system for diagnosis of specific language impairment in kindergarten children. J. Speech Hearing Research, v.39; 1991.
Lahey, M. Who shall be called language disordered? Some reflections and one perspective. J. Speech Hearing Disorders, v. 55; 1990.
American Speech-Language-Hearing Association (ASHA). http://www.asha.org/

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